Por Denys presman
Não há mais fantasia.
O som distante indica que a rua vive…carnaval.
E eu, carnal, não estou ali.
O pensamento descompassa arrastado. Atravessa. Não empolga.
Minha bateria se esconde no recuo.
E a rainha moça passa vibrando nos sambas de composições alheias.
Brilha para outras plateias.
Minhas marchas viram choro.
Não me sujo com confete, nem me embaralho com serpentina.
Não me misturo com a purpurina dela.
Estourou meu tempo.
Quarta-feira já está ali.
Quem sabe destas cinzas surjam novos carnavais.
