Por Denys Presman

Eu sou da cura pois já tive o meu coração ferido. Sou amor por gratidão a quem me deu amor.
Sou uma sequência de trocas de erros e acertos.
Sou dor e aceitação pra ser paz e evolução.
Sou humano por encarnação.
Espírito por concepção.
Vivo pelo que preciso viver.
E aprendo o que se faz necessário pra caminhar no dia a dia.
Sou da justiça.
E vejo com clareza que justiça não é de juízes, julgamentos sim.
Sendo justo, não sou juiz.
Sou riso de criança.
Sou bagunça. Sou sereno.
Sou cheiro e borra do café.
Em razão, sou mandinga.
Admiro o choro que limpa,
A chuva que purifica,
O mar que traz o bem e joga sal dando fim ao sofrimento.
Bato cabeça para a inteligência ancestral.
Na mata virgem, a coragem está em todo canto e a força da água dos rios ainda trará suas riquezas pra mim.
Espero. Acredito.
Sou da rua, distraio, disfarço, tenho todas permissões para agir e trabalhar. Sou céu e sou terra.
Sou guardião das pequenas causas, de raro coração universal, capaz de doar indiscriminadamente.
Sou filho de quem me protege e tenho responsabilidade pelos que cuido.
Sou da vida, sou da morte.
Sou eterno.
Sou todas as histórias que vivi.
E todas que viverei.
Pra sempre e pra sempre.








