Por Denys Presman
Sem juras por hoje.
Juro!
Deixo o coração quieto e a caneta tampada.
Caderno fechado.
Aproveito que o computador pifou e as teclas estão caladas.
Juro que não irei ligar, gravar, nem tagarelar no celular, nem digitar ou até mesmo usar figurinhas ou emojis.
Declarar sentimentos? Hoje não.
Amanhã, talvez.
Sem promessas. Sem juras!
Ela não vai deixar de ser especial por uma pausa de um dia. Será?
Mas seria bom ouvir uma reclamação.
“Esqueceu de mim?”
Eu? Quem dera tivesse este controle.
Imagina desligar a incontrolável vontade de você.
Mas as juras não permitem esquecimento.
Só o tempo. E eu não tenho tempo, que passa à revelia.
Talvez um dia eu esqueça mesmo é de jurar.
