Por Denys presman

A vi triste.
Havia choro contido.
Os olhos pretos derretiam em mel.
Seu lábios trajavam a farda de carcereiro.
Sorrisos trancafiados.
Tudo quieto. Não havia silêncio. Havia surdez para as esperanças prometidas.
Pior que não acreditar é não querer acreditar.
Mas ela não estava errada. Estava abatida. Sofrida. Ganhar batalhas, perder batalhas… Cadê o fim da guerra?
Não veio, não vem, não existe.
Cada dia se engole o choro. Se faz fortaleza, se fortalece. Busca força no olhar de quem faz o seu olho brilhar. O mel é doce. O preto é infinito. Um barulho explode. Ela não está só! Acredita! Quer acreditar! É real! É aliança! E assim, foge o sorriso e vem razão: trabalhar, conquistar, amar, ser feliz.