Adeus 2010, sua hora já passou!

Posted: 12th dezembro 2010 by Denys Presman in Crônicas
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Digamos que 2010 não anda muito a fim de acabar.  Os dias andam mais longos, as noites mais vazias. Quem tem recesso olha pra frente e não vê a folhinha passar.  O ano se revolta contra o tempo, contra o seu tempo.  É hora de chamar para um papo cara a cara e jogar limpo.
– Tá no fim, rapaz. Já passou a sua hora.  Não faz drama. Não chora dizendo que dezembro também tá no calendário. Pois, este mês serve pra que? Ganhar uns quilinhos, beber demais e dar vexame na festa da empresa, gastar o décimo terceiro com presentes. Tu não tá mais com nada. Sua vitalidade já passou. Pode ir embora que a porta é logo ali.

Se ele não entender o recado…. aí vai se ver com quem é de direito: 2011. Um ano novo em folha, pronto pra briga e que não vai ter pena de quem não teve pena da gente.
A escolha é sua, 2010, a escolha é sua!

** Denys Presman é jornalista e brasileiro

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Rápido e rasteiro

Posted: 11th dezembro 2010 by Denys Presman in Poesia
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Com seus versos,
Faço uma poesia que não dura
Nua e crua.
Briga de rua.
Que não rima
mal começa
E já termina.

** Denys Presman é jornalista e brasileiro

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Contra o Clichê

Posted: 11th dezembro 2010 by Denys Presman in Crônicas, Futebol
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Dois amigos estão no bar:
– Não costumo disputar mulher, mas têm algumas, que a gente entra em qualquer jogo. E é que nem futebol.  A gente não sabe se vai ganhar ou perder, entende?
Na pausa, o mais elouquente dá um bicada na cerveja. Já o outro ri e lança um comentário qualquer dando continuidade ao papo.
– Pois é, um caixinha de surpresa.
– Na disputa por uma mulher é assim: você pode ser um Flamengo de Zico e jogar contra um São Cristovão ou um Madureira que apesar de simpáticos são apenas um São Cristovão um Madureira. E mesmo assim perder. Mas… o futebol tem disto… a tal zebra.
Os dois levantam os copos e juntos falam rindo.
– Uma caixinha de supresa.
– Maldito clichê. Mas eu estava falando. Quando um Flamengo perde para uma zebra a derrota não se sustenta. Logo vêm a revanche. A taça sabe que seu lugar não é em Conselheiro Galvão. Logo se reestabelece a justiça do jogo… E aí, você passa a ser o favorito.
– Então, deixa ver se eu entendi, – fala o amigo agora com ar de quem quer sacanear –  na verdade o que você tá me dizendo  neste discurso todo é que mulheres para você são apenas objetos. Que a mulher que você deseja nada mais é um do que um grande trouféu?
– Não…. que é isso… a mulher é mais… a mulher é….
– Bom… assim tu vai vai apanhar, rapaz. Bebe uma cerveja e completa este raciocíonio que você tá até engasgando.
Ele bebe mais um gole.
– Amigo, ela é mais…. guarda este pensamento.
– Tá se complicando.
– Mais do que o futebol. Mais do que a disputa… mais do que o próprio título.
O outro não segura o riso.
– Ela o motivo de toda esta bebedeira aqui. Acho que isso já explica bastante.
Ele pegou o copo, deu o último gole e pediu a conta antes de sumir enigmático em direção ao banheiro.

** Denys Presman é jornalista e brasileiro

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Pirraça

Posted: 11th dezembro 2010 by Denys Presman in Poesia
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João e Maria faziam pirraça
no meio da praça.
E no fundo da cena,
a menina que passa
não consegue esconder:
estava sem graça.
Que desgraça!!!

Mas lá estava a pirraça.
E menina sem graça,
do fundo da cena,
veio à boca do palco
e perguntou o que passa,
já falando que é desgraça!!!

Não é!
É pirraça!!!
Melhor que a cachaça
que os vizinhos da praça
bebiam no bar!! Sem pagar!!
Mas que trapaça!!!
Não é!!! É pirraça…
que João e Maria faziam na praça!!!

** Denys Presman é jornalista e brasileiro

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Problemas na cama

Posted: 11th dezembro 2010 by Denys Presman in Crônicas
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Os dois estão agarradinhos na cama.

– Tô com um problema….
– Problema?
– É.
– Que problema?
– É que eu sempre fui louco por você. Tarado mesmo.
– Que coisa mais fofa.
– Não, você não entende.
– Como não? Você é louco por mim e eu estou aqui te retribuindo.
– Mas é que…
– É que, o que?
– É que sempre, com todas as mulheres que estive…. sempre, sempre pensei em você. E agora eu tenho você. Aqui! Hoje!
– Que bonitinho!
– Não… não é bonitinho. Você não entende mesmo. Sempre pensava em você. Na hora de abraçar, de beijar, de… de ficar juntinho na cama…. deitava, agarrava, mas sempre… sempre fechava os olhos e imaginava você. Você era minha musa, minha inspiração, era você que me excitava para as outras mulheres.
– Puxa!!! Sempre eu? Mas agora você me tem! Vem cá, vem pra juntinho… vem!
– Não posso.
– Como não pode? Eu não sou a sua musa?
– É… mas… se eu me deitar com você, quem eu vou imaginar? Vou fechar meus olhos e que rosto vai aparecer? Não sei…não sei não… Quem vai me deixar excitado pra você? Quem?

Ela fica perplexa. Ele se senta na cama, baixa o rosto e pensa consigo
mesmo:

– Broxei!

** Denys Presman é jornalista e brasileiro

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